Belém, a cidade das mangueiras, é uma metrópole emoldurada pela floresta. Pouco conhecida pelo resto do país a região surpreende na beleza, acolhimento e gastronomia. A culinária paraense é das mais complexas, ricas e gostosas do Brasil! Vai por mim!!

Foram 12hrs de um verdadeiro tour gastronômico. Se preparem e tentem fazer esse tour na companhia de mais pessoas para que todo mundo te ajude a comer.

E como é impossível saborear todas as maravilhas paraenses em apenas 12hrs, ao final da matéria indico outros restaurantes que adorei na cidade. Fiquem de olho!

Belém, frequentemente chamada de “Belém do Pará“, está localizada ao Norte do país e é a capital do estado do Pará. É composta por 39 ilhas e celebra a procissão do Círio de Nazaré, um dos maiores eventos religiosos do mundo, sempre nos segundos domingos de outubro.

População: 1.452 milhões
Moeda: Real (R$)
Língua: Português

Quando ir:
A época das chuvas vai de dezembro a abril. Por isso, a melhor época para ir a Belém é de junho e novembro.

No segundo domingo de outubro é realizado o Círio de Nazaré, maior evento da capital.

E de agosto a setembro há apresentações de ópera no Theatro da Paz.

FAZER E NÃO FAZER
Fazer:
Tome açaí!
Leve protetor solar e guarda chuva (todo dia chove um pouco).

Não fazer:
Caminhar pela cidade com objetos valiosos.

8h - Iacitatá Amazônia Viva

Comecei meu dia com um café da manhã muito reforçado no Iacitatá. O Iacitatá é um ponto de cultura alimentar e serve um café da manhã sazonal, conforme a estação.

Para ter essa experiência é necessário entrar em contato com o Iacitatá e fazer a reserva para o mínimo de quatro pessoas.

Neste café tive o prazer de provar beiju de farinha com castanha e coco; pão de Abaeté com queijo do marajó; doce de cupuaçu; doce de leite de búfala; torta de banana com goma de tapioca, cacau e rapadura; bolo de cupuaçu; mingau de farinha; queijo do marajó com mel de abelha nativa e melado de cana; jerimum cozido; sucos de cacau, goiaba, taperebá e acerola; e café.

Aqui outros cafés que tomei lá em períodos diferentes.

Dica: Marque com antecedência e vá pra comer com calma.

10h - Mercado Ver-o-Peso

O que mais gosto de fazer no Mercado Ver-o-Peso é tomar suco de fruta e ir na banca da Carmelita atrás das frutas da estação. Sempre encontro muita fruta de que nunca tinha sequer ouvido falar. Veja se é época do butiti, jambu rosa, ou cacau. São frutas que amo! Se tiver fôlego prove as frutas e leve várias para casa.

Depois vá atrás de castanhas do pará frescas, são macias como um coco.

Aqui algumas matérias que fiz lá!

11h45 - Almoço no Point do Açaí

Peixe com açaí é provavelmente a refeição que tenha mais a cara do paraense e o Point do Açaí é o local para ter essa experiência! Pedi um filhote na chapa com açaí, a comida é muito bem servida e saborosa. Acredito que dê para dividir o açaí com outra pessoa da mesa, pois meio litro de açaí por pessoa é muito viu! Sugiro também que peça o açaí especial, que é o açaí puro, do grosso, sem água.

Prove o peixe juntamente com o açaí, como um local costuma comer, e separe um pouco do açaí para a sobremesa, é só acrescentar um pouco de açúcar e você provará o melhor açaí do país.

Adorei o cuidado do restaurante com a entrega, ao final, de uma escova de dentes com pasta. O açaí deixa a boca e dentes bastante roxos e eu não estava preparada para isso naquele momento.

14h - Estação das Docas

Dei uma volta na Estação das Docas para descansar um pouco da comilança. A Estação era um porto fluvial e agora é um complexo turístico com restaurantes e lojas de biojóias, roupas e artesanato local.

Passei também na Bombom do Pará para levar comigo meus bombons preferidos, um de cupuaçu com leite condensado e outro de castanha do pará com leite condensado. Na estação há pontos de venda do sorvete da Cairu, um dos clássicos da gastronomia da região! Se aguentar prove o Mestiço, sorvete de acaí com tapioca, meu preferido.

Dica: Nas sextas-feiras, a partir das 18h há o Pôr-do-som com apresentações de espetáculos folclóricos; e no último domingo de cada mês, às 17h há o Teatro ao pôr-do-sol, com apresentação de peças teatrais.

15h30 - Espaço São José Liberto

O Espaço São José Liberto já foi convento, quartel, hospital e presídio, hoje é um espaço com museus e lojas. Há, entre outros, o Museu de Gemas, o Polo Joalheiro, o Memorial da Cela, a Capela São José, a Casa do Artesão (espaço que recebe espetáculos de teatro, dança, música e grupos folclóricos) e o Jardim da Liberdade (único jardim gemológico do país) que é meu lugar preferido no espaço.

Para comprar há cerâmicas, biojóias, jóias, roupas e diversos outros produtos locais.

17h30 - Tacacá do Renato

O horário ideal para se saborear um tacacá é no fim da tarde, depois do calor intenso e da chuva (que costuma acontecer por volta das 16h). Sugiro tomar um pouco antes do anoitecer que tem início por volta das 18 horas.

O Tacacá do Renato fica aberto todos dos dias das 16 às 22 horas. Ele é muito bem feito e com camarões grandes. Ao comer o tacacá você terá a experiência de sentir uma leve dormência na língua devido às folhas de jambu. Eu gosto do meu sem goma e sem pimenta.

Dica: Há muitos pontos de tacacá pela cidade. Estando em Belém escreva tacacá no Google Maps que vários endereços surgirão.

20h - Jantar no Remanso do Bosque

Fotografia retirada da página do Remanso no Facebook.

Não poderia encerar de outra forma que num jantar no Remanso do Bosque, mas infelizmente estava aqui em uma segunda-feira e o restaurante não abre neste dia, por isso tomo a liberdade de citar a Neide Rigo do blog Come-se em sua ida ao Remanso: “comi, no Remanso do Bosque o menu degustação com muita coisa diferente, da floresta, do mangue, do mercado, do mar, do Marajó. Thiago não tem medo de arriscar ao servir uma água tânica (cheia de taninos e não tônica) dentro do próprio coquinho medicinal, o buçu – cujas palhas os ribeirinhos usam para cobrir casas e cabanas. Também não tem medo de misturar papel de arroz asiático com elementos regionais e inusitados como pupunha e farinha de pipoca, ou uma manga em tempero de ceviche com farinha de mandioca. Nem de servir seus pratos em recipientes rústicos.”

#Curiosidade

– Pratos paraenses que não estão na matéria e valem a experiência: Caruru; Vatapá (diferente do vatapá nordestino); Mingau de açaí; Mingau de mungunzá; Pato no Tucupi; Maniçoba.
– Quando estiver no aeroporto de Belém observe o quanto é comum pessoas carregando caixas de isopor de diversos tamanhos. Essas caixas estão cheias das delícias paraenses.

#Dicas

– A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz realiza apresentações mensais no Theatro da Paz. Veja neste link a programação.
– Outros restaurantes que valem a visita: Sushi Ruy Barbosa (com sushis e sashimis feitos com peixes regionais); Amazon Beer (única cervejaria 100% artesanal do Pará, sem conservantes nem aditivos químicos); Manjar das Garças (o filhote assado com crosta de amêndoas é maravilhoso); Restaurante Govinda (restaurante vegetariano que mistura os temperos e culturas paraenses com a cozinha indiana); Buiagu (ainda não conheço, mas parece maravilhoso); Lá em Casa (o Menu Paraense é uma ótima opção para que nunca provou pratos como o pato no tucupi, a maniçoba e as iscas e farofas de pirarucu, vem um pouquinho de tudo); Remanso do Peixe (com cerveja de produção própria e comida paraense de qualidade).

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